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Colher a flor azul do silêncio depois da passagem apocalíptica do caminhão de lixo
perder o trem perder a hora
perder a conta
perder o amigo e a piada
mas não perder a esperança nem o
humor
não perder a paciência
nem a suprema soberania do amor
As poesias de Beatriz Azevedo, neste
livro intitulado ldade da Pedra, me fazem vibrar de entusiasmo e de incrível
deleite de prazer, pois são criações de uma
poeta maravilhosa que nos
surpreende a cada verso. Ao ler seus
poemas uma grande graça cheia de humor, sutilezas, belezas, informações, e
pensamentos filosóficos eternos e modernos nos atinge com sua radiação de cores
maravilhosas e uma permanente graça quase divina, mas com certeza bem feminina e felina, nos ilumina.
Eu diria que além de sua profundidade e significados imanentes,
os seus versos possuem uma cadência muito sensual e uma certa melodia oculta que produz ainda mais significados e insinuações paralelas que nos levam a um orgasmo espiritual.
Ela pega o concretismo e o transforma em existencialismo.
Seus poemas são assim uma graça infinita, um prazer de ler, ironias, charmes,
brincadeiras, trocadilhos, beleza, intensidade, e mais uma vez, selvagem sensualidade
pagã. Vejam só um pequeno trecho:
"Carandiru, Candelária, Vigário Geral, Carajás, Feliz Natal". Ela vai fundo na essência do ser, mas sem nunca perder as perfeições da forma. É evidente que além de todas as qualidades já
indicadas, ainda ficam bem claras as preocupações humanistas e sociais desta magnífica poeta.
Jorge Mautner
Autor(a) | Beatriz Azevedo |
Nº de páginas | 96 |
ISBN | 978-85-7321-170-2 |
Formato | 14x19cm |
Biscoito Fino lança A.G.O.R.A, de Beatriz Azevedo, concluindo trilogia de álbuns com a letra “a” ♥
Autora dos livros de poesia Idade da Pedra (Iluminuras) e Peripatético (Iluminuras), além de diversos textos teatrais, Beatriz Azevedo tem seu novo livro de poemas, Abracadabra, lançado em 2019 pelo Selo Demônio Negro.