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“O que significa ser latino-americano?” A
pergunta inicial com que
Refletir sobre a contemporaneidade desta
história de uma continuada negação de tanta coisa, como diz o autor, foi a mola
deste livro com o qual Canclini ganhou o prêmio da Fundação Cardoza y Aragon em
2001. Se o baixo chavão ideológico continua repetindo à exaustão que na América
Latina (o que é isso?) “tudo nos une”, no cotidiano dos fatos assim como no
cenário da história tudo nos separa, a começar pela língua se nesse todo se
quiser incluir o Brasil e se nele o Brasil se quiser incluir. Analisando (portanto admitindo) os
inconvenientes de ser latino-americano e com isso exercendo um
latino-americanismo crítico, Canclini produz aqui uma reflexão ao mesmo tempo
comprometida com esta terra (que não é uma porém várias) e com a idéia de
integridade intelectual que rejeita as simplificações, conceituais e políticas.
Um argentino de nascimento que se viu obrigado,
pela força política das coisas, a emigrar para o México -- sendo ele mesmo,
portanto, a encarnação viva desse latino-americano sempre em deambulação real
ou imaginária—Canclini tornou-se figura de proa não apenas da reflexão sobre a
América Latina como da reflexão sobre o mundo (e o Brasil...) a partir
da América Latina. Algo que ele faz numa
perspectiva que é outra inovação no quadro do pensamento sociológico
tradicional: a perspectiva da cultura, que ele deixa evidente no posfácio
especial para esta edição.
Autor(a) | Néstor García Canclini |
Tradutor(a) | Sérgio Molina |
Nº de páginas | 135 |
ISBN | 978-85-7321-285-3 |
Formato | 16x23cm |