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Com Os Últimos Flibusteiros chega ao fim o ciclo dos Piratas das Antilhas. Difícil acreditar
que somos obrigados a nos despedir – já com saudade – de personagens
inesquecíveis como Emilio di Roccabruna, o terrível Corsário Negro, e de seus
companheiros fiéis, valorosos e tantas vezes engraçadíssimos: Carmaux, Wan
Stiller e o gigantesco negro, Moko, além de Morgan, seu indispensável
lugar-tenente, ou ainda dos inseparáveis Don Barrejo e Mendoza, que com eterno
bom humor e uma veia cômica deliciosa prestaram serviços inestimáveis ao Filho
do Corsário Vermelho e à sua irmã, a condessa de Ventimiglia.
Também deixam saudade e admiração as
figuras de mulheres fortes, como Honorata, que sobrevivendo ao castigo imposto
pelo homem amado acaba sendo coroada Rainha dos Caraíbas; Iolanda, a Filha do
Corsário Negro, que volta a Maracaíbo para reclamar a herança materna e
participa ativa e decisivamente das ações Flibusteiras; e Inês, filha do
Corsário Vermelho e herdeira da grande fortuna do avô, o Grande Cacique de
Darién.
Contudo, a coragem e a ousadia dos
Irmãos da Costa, que durante tantos anos partiram da Tortuga para fazer tremer
e chorar os espanhóis, as paisagens selvagens do Golfo do México e depois do
Oceano Pacífico, com suas onças, jacarés, vampiros, aranhas monstruosas,
pântanos e areias movediças, tempestades e furacões em terra e mar, certamente
ficarão guardadas na memória e no coração de todos aqueles que acompanharam
essas aventuras desde o primeiro volume.
Morgan,
o antigo lugar-tenente e sucessor do Corsário Negro nas ações da flibustaria,
informa ao conde de Ventimiglia de que, além dele, o Corsário Vermelho deixara
também uma filha, Inês. Neta e herdeira das fabulosas riquezas do Grande
Cacique de Darién, ela se encontra refém do marquês de Montelimar, o
aristocrata responsável pelo enforcamento de seu pai.
O
conde de Ventimiglia organiza então uma expedição que se desloca até o Oceano
Pacífico para resgatar a meia-irmã das garras do terrível marquês.
Contando
com a ajuda de Mendoza, o basco, Don Barrejo, o gascão, e Botafogo, um antigo bucaneiro,
o filho do Corsário Vermelho enfrentará espanhóis, indígenas, animais
selvagens, tempestades e todo o tipo de perigo nas florestas da América
Central, até que finalmente resgata a sua meia-irmã e parte com ela para a
Europa.
Mas
eis que um mensageiro da tribo do Cacique vai procurá-los para informar sobre a
morte do velho Cacique e a herança que espera pela condessa em Darién.
Sob a proteção do antigo flibusteiro, Mendoza,
e de Botafogo, o bucaneiro, o conde de Ventimiglia envia a jovem de volta ao
Panamá, onde ela cai novamente nas garras do ganancioso marquês de Montelimar, que
não vê a hora de pôr as mãos no tesouro do falecido Cacique.
Mendoza procura Don Barrejo, agora
casado com uma bela castelhana e proprietário de uma próspera e bem abastecida taberna.
Juntos, e sem perder o humor delicioso que é a característica dos nossos
heróis, eles partem em busca dos últimos flibusteiros, que há alguns anos estão
inativos e refugiados em uma ilha do Pacífico. Começa assim, uma nova e
emocionante aventura, durante a qual eles serão obrigados a enfrentar os
espanhóis do marquês, canibais, onças, pumas, jacarés e a inclemência das
tempestades da América Central, com o objetivo de apresentar a jovem herdeira à
tribo do avô, para que ela tome posse da riqueza fabulosa que lhe pertence por
direito.
Autor(a) | Emilio Salgari |
Tradutor(a) | Maiza Rocha |
Nº de páginas | 312 |
ISBN | 978-85-7321-352-2 |
Formato | 16x23 cm |